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Seja Bem-Vindo!

São várias as mãos que fazem o textaculos. Independente, ácido, subversivo e informativo. Deformamos conceitos com o intuito de mostrar coisas novas. Convido-os a fazer parte dessa organização do caos contextualizado. Com sua leitura ou escrevendo.

Monthly Archives: abril 2009

House of Flying Daggers ou Clã das Adagas Voadoras

Clã das Adagas Voadoras concorreu ao Óscar de blábláblá (isso realmente tem alguma importância?) e foi o motivo que me levou a assisti-lo.

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Similar ao regular “O tigre e o Dragão”, mas sem os defeitos que o prejudicaram (leia-se roteiro confuso e excessos de vôos) para os olhos ocidentais, o Clã das Adagas Voadoras é uma história oriental mas com um teor altamente universal.

A história se passa na China, 859 Antes de Cristo, justamente quando a Dinastia Tang está em declínio e os níveis de corrupção estão altíssimos, então o povo começa a se rebelar e funda uma sociedade secreta, o Clã das Adagas Voadoras, denominado desta forma pela habilidade ímpar de seus membros em arremessarem Adagas.

A síntese da história pode ser definida como uma fantasia, mas sem os monstros, em que os heróis são habilidosíssimos na prática de artes marciais, mas sem os vôos que tanto irritaram no “Tigre e o Dragão”, com um desfecho bem interessante e muita beleza.

LenoDias

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Como Responder a Telefônica

Muitas e muitas vezes somos chamados ao telefone para ouvir do outro lado da linha propostas de detectas, promoção minuto, speedy com TV a Cabo ou qualquer outro serviço maravilhoso que quando contratado é questão de pouco tempo descobrir que entramos pelo cano.Se já não bastasse as taxas absurdas que pagamos. Neste momento o que mais desejamos é que a insistente telefonista desista para que continuemos trabalhando ou assistindo o ultimo episodio do Chaves.Só que quando isso não acontece existe uma maneira de sairmos desta e ainda se divertir um pouco.

telefonicaa

- Senhor textáculos, estou chamando da Telefônica para oferecer a promoção de instalar uma linha adicional na sua casa em que você terá direito a…

- Desculpe a interrupção, mas, quem é você?

- Meu nome é Maria de Sá, da Telefônica e estamos te propondo…

- Maria, desculpe-me, mas para nossa segurança eu gostaria de comprovar alguns dados antes de continuar nossa conversa. Importa-se?

-… Não tem problema senhor…

- De qual telefone está me chamando? Pois estou vendo no meu visor escrito “Numero Privado”

- 1002

- Para qual departamento da Telefônica trabalha?

- Telemarketing Ativo

- Você tem o numero de trabalhadora da Telefônica?

- Senhor, me desculpe, mas creio que toda essa informação não seja necessária…

- Então terá que concordar que eu também não tenho segurança de conversar com uma funcionaria da Telefônica.

- Mas eu posso garantir…

- Portanto eu sempre estou obrigado a dar meus dados a toda uma legião de funcionários sempre que chamo a Telefônica para algo.

- Esta bem… meu numero é 34591212

- Um momento enquanto verifico, não desligue Maria. (Dois minutos)

- Um momento, por favor, não desligue Maria. (Cinco minutos)

- Um momento, por favor, não desligue Maria. (Cinco minutos) …

LenoDias

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A famigerada e assassina Raquete Elétrica

Ao tentar matar um mosquito que zumbia no meu ouvido as 02h00min horas da madruga, fiquei com a marca dos dedos no meu rosto e o mosquito foi embora sem sofrer um arranhão para poder me azucrinar no outro dia. Tentei por diversas vezes acertá-lo com a mão quando ele pousava para chupar meu sangue, só que fugia segundos antes fazendo com que eu desse tapas em mim mesmo. Esta horrível tortura demorou a noite toda.

Jedi mosquito

Contudo, a gravidade do sofrimento que pareceu só ter aumentado com o decorrer da noite permitiu com que minha mente sórdida elaborasse um plano de vingança a altura do que passei nas mãos dessa mórbida criatura.

No outro dia as 09h00min da manhã já estava eu na 25 de março munido de 15 reais no bolso para adquirir a mais nova invenção chinesa que deu emprego a mais camelôs nas ruas de São Paulo: a raquete elétrica.

Quando cheguei o camelô estava segurando um prego com uma mão e a raquete com a outra. Enormes estalos machucavam os ouvidos de quem passava quando ele encostava o prego na dita cuja. No momento que vi aquelas faíscas de relâmpago e a ponta do prego escurecendo meu sorriso veio até a altura das orelhas já antevendo o que aconteceria com minha vitima. Aposto que o mosquito nem contava com minha astúcia.

Na noite seguinte o mosquito mostrou a cara e se transformou em torrão. Orgulhei-me de dizer que já sabia desse desfecho. Aquilo que não estava previsto foi que me deixou muito mais alegre. Ou seja, a quantidade de mosquitos que apareceram não tinha como contar, provavelmente avisados pelo amigo torrado que uma vitima indefesa estava aguardando.

Em meio à selvageria jamais vi na minha vida tantos mosquitos morrerem como naquela noite. E nunca foi tão fácil os ver partindo dessa pra melhor. Nem sequer puderam ter uma chance, nem uma gota de sangue, nem escaparem de meu aparelho elétrico porque com o decorrer da matança adquirir uma agilidade imensa que sem esforço conseguia fazer a raquete girar que nem uma espada Jedi (jedai).

Naquela noite eu poderia ser o Jedi matador de mosquitos mais satisfeito do mundo. Graças a minha espada raquete assassina.

LenoDias

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A MALDIÇÃO DO CIGANO

Essa semana terminei de ler a maldição do cigano e tenho que admitir: foi a melhor leitura deste ano. Estava eu passeando na minha livraria favorita – Saraiva -, quando vislumbrei aquele livro escrito por Richard Bachman em 1984 e agora relançado com a assinatura de Stephen King. Como já tinha ouvido sobre como este livro tinha sido escrito pelo mestre do terror usando pseudônimo, fiquei de olho naquela capa brilhante. E quando encontrei no meio daquelas paginas, uma historia falando de magia, máfia, eu vi que o livro era bom.

cigano

Logo de cara já chamou a minha atenção uma frase que o gângster Richard Ginnelle falou sobre acreditar apenas em “dinheiro e armas” e mesmo assim ficar de prontidão para ajudar seu amigo Billy Halleck, pois foi o único que acreditou naquela historia que acharam absurda de maldição e coisa e tal. Segundo Ginnelle explicou, ele também acreditava naquilo que até agora o manteve vivo, isto é, acreditava no que via. Billy Halleck havia sido amaldiçoado por um cigano e a cada dia que passava emagrecia cada vez mais e quando recorreu a seu amigo como a única saída estava parecendo uma caveira andante.

Nas noites seguintes, lá estava eu. A vontade de terminar a leitura era enorme e a cada pagina que virava partia para mais outra e apenas quando vencido pelo cansaço era que conseguia fazer minhas mãos fecharem o livro.

Naquelas paginas estavam descritas uma prova de amizade e lealdade que nos conforta, especialmente nestes tempos em que a ausência deste sentimento tão inerente ao ser humano parece está faltando como um tipo de restrição que considero inquestionável.

Até agora este livro está no posto dos melhores que li e estou muito feliz de ter terminado a leitura, saboreado cada pagina desse romance. Bom, agora se me pedissem uma dica de um livro com enredo excelente e qualidade de escrita imprescindível, eu responderia “A maldição do cigano” sem pestanejar.

LenoDias

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Diploma de Jornalista

Sobre o que andam debatendo por ai da NÃO necessidade do diploma para que o jornalista possa exercer a profissão, muita gente que conheço ficaram pouco a vontade com esse assunto.

diploma

Até eu, que não tem nada a ver com o peixe, fiquei pensando numa resposta que dei para um amigo sobre o fato de ter escolhido cursar Letras ao invés de Jornalismo. Na época, quando ainda nem havia essa discussão eu disse que pra ser jornalista era preciso apenas mérito e não queria perder meu tempo numa faculdade se havia outro caminho informal. Como todos nós sabemos, sempre ouve esta informalidade, mas agora quando tudo parece esta seguindo o rumo de se oficializar é que fica claro não ter mais sentido se especializar numa faculdade em troca de um diploma.

Quando isso começar a valer oficialmente, tenho certeza de que os interessados irão começar a procurar outra especialização e descartar a de jornalismo. Para que consigam outras vantagens, inclusive a do bolso. Status seria a outra.

Sabemos que para entrar numa festa precisamos do convite, é possível fazer esta mesma analogia caber na definição do diploma. Para isso basta pensarmos que o nosso convite para entrar numa empresa seria o certificado. Acredito que se aparecer uma maneira diferente nunca será tão pratica como esta que é usada pelos selecionadores para filtrar o concorrido mercado de trabalho.

Digamos que o diploma seja um mal necessário como tantos outros que precisam de um diferencial para provar uma qualificação. E que o resto continue na informalidade.

LenoDias

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