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Seja Bem-Vindo!

São várias as mãos que fazem o textaculos. Independente, ácido, subversivo e informativo. Deformamos conceitos com o intuito de mostrar coisas novas. Convido-os a fazer parte dessa organização do caos contextualizado. Com sua leitura ou escrevendo.

Monthly Archives: maio 2010

Lost e Edgar Allan Poe resolveram os enigmas, mas o mistério persiste

Que Edgar Allan Poe é o mestre do mistério, o leitor que não gosta de ler daqui do textaculos já sabe. O que nem todos sabem é da existência de duas mensagens criptografadas deixadas por ele para que seus leitores pudessem decifrar após sua morte.

Em 1839, o escritor desafiou os leitores da revista Alexander´s Weekly Messenger a submeter-lhe criptogramas, assegurando que podia resolver todos. O desafio terminou em um ano e meio, quando Poe revelou a solução para cerca de 100 mensagens. Ficaram só duas, enviadas por um tal W. B. Tyler, que muitos sugerem ser o próprio Poe.

O canadense Gil Broza leu um livro sobre essas mensagens e resolveu decifrar a segunda- a primeira já havia sido decodificada em 92 por um outro acadêmico, Terence Whalen.

Pressupondo que o texto estava na estrutura normal de língua inglesa, a distribuição do tamanho das palavras indicava um inglês antigo. Várias palavras eram repetidas, com pequenas modificações. Broza achou que o método era o de simples substituição polialfabética. “As repetições também podem ocorrer em métodos convencionais, mas o fato das distâncias entre as repetições não terem um denominador comum era o que mais aparecia no método de criptografia usado.”

Não deu outra: após descobrir coisas como o uso de 14 letras diferentes para “e” e apenas duas para “z”, broza jogou tudo num micro, atribuindo diversos valores para cada letra. O texto, com os erros corrigidos, surgiu como o começo de um conto inacabado.

Qual a intenção de Tyler com o enigma? Seria ele um alter-ego de Poe? As mensagens estão decodificadas, mas assim como Lost o mistério continua.

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Com o Fim de Lost, até eu vou fazer o mesmo.

Em 22 de setembro de 2004 começou, na qual seria logo depois uma das mais aclamadas series da ABC. Não foi Marenghi de Darkplace Garth, mas a serie Lost que despontou no mesmo período. Isso ocorreu numa época em que desastres aéreos estavam em alta e a tentativa de sobreviver em meios hostis eram badalados em filmes e outras publicações como o programa “Survivor” de  Mark Burnett que deu origem ao No Limite da rede Globo.

Acrescentaram na receita do seriado uma pitada de experiências malucas, viagens no tempo, violência, traição e até apelaram pra magia. Então a serie seguiu envolvendo todo mundo. E por todo mundo digo incluindo eu mesmo.

Só que, no entanto, eu só acompanhei com maior atenção a partir do quarto episódio. Quando vi Locke persistindo no seu desejo de fazer sua viagem tipo safári, aí quando a câmera se aproxima de sua cadeira de rodas, fica claro por que o guia não quer deixar que seu sonho se realizasse. Achei essa tomada inteligentíssima. Tão inteligente que resolvi dar uma chance ao seriado e acompanha-lo com mais atenção. Não houve arrependimento. Até seu termino em 23 de maio de 2010.

Lost é um seriado muito inteligente e a forma como relatam sobre a questão das viagens no tempo é o que me deixa boquiaberto por causa da originalidade. E para quem parou de gostar da trama a única explicação é que se perderam e não tiveram cabeça suficiente para catarem o que os personagens e os escritores deixaram soltos propositalmente.

Sendo assim, sem ofensas, vão assistir, eu, a patroa e as crianças que não requer cérebro, apenas boca pra rir.

Com o Fim de Lost, até eu vou fazer o mesmo.

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A Menina que Roubava Livros

Existem nichos históricos e temáticos da ficção que todos poderiam dizer que já foram mais do que explorados. Épicos medievais com dragões e magos não sobrevivem se não forem especialmente geniais ou clássicos do gênero, e acredito que Dan Brown já gastou até demais suas aventuras turísticas com um mistério como pano de fundo.

A Segunda Guerra mundial é um prato cheio para todo tipo de história real ou não, sejam dramas focados naquela que provavelmente é a maior tragédia da humanidade(falo do Holocausto, obviamente), visões da história sob diferentes pontos de vista, simples histórias de guerra ou mesmo apenas ambientação para algo completamente diferente, como o recente Bastardos Inglórios de Tarantino, que é pura ficção mas não menos impressionante.

E, no meio deste cenário que muitos dirão que já estava gasto antes do final do século XX chegar, A Menina que Roubava Livros de Markus Suzak foi uma obra que tocou meu coração com muita vontade.

O livro conta a história de vida de uma menina alemã que foi posta em um orfanato pela mãe e adotada por um casal, e daí a história segue contando sua trajetória, das pessoas que conheceu e como passou a adorar livros – a ponto, como o título indica, de roubá-los. E talvez o que há de mais interessante no livro é seu narrador: a própria Morte.

Em sua condição de ser imortal, o narrador retorna e adianta o tempo variadas vezes, e faz divagações em sua própria narrativa. Enfim, existe um sabor todo especial da escolha do narrador – que, a despeito de sua função, realmente se importa com a humanidade – e a história em si já é linda. Definitivamente saborosa.

Neste pano de fundo da expansão nazista pela alemanha e pela europa, assim como a reunião e eventual extermínio dos judeus nos campos de concentração, Liesel Meminger vive intensas relações com os Hubermann, sua família adotiva; Rudy Steiner, amigo na infância e mais tarde um romance velado; a mulher do prefeito; e, talvez o personagem que mais me cativou durante a história toda – embora seja um arquétipo previsível no cenário da história –, o lutador judeu Max, que em seu esconderijo chega a ter sonhos delirantes de lutar contra o próprio Hitler(que não é, a bem dizer, uma luta justa). Personagens intensos, bem escritos, cujas histórias com certeza também tocarão o leitor.

Não tenho muito mais a dizer a partir daqui. É um livro suave, com a quantidade certa de drama e que certamente não explora tanto seu cenário, o que é bom. O avanço do terror da guerra sobre o enredo é sutil e não cansa nem fica no caminho da história, pelo contrário, se funde a ela com perfeição. E, como disse antes, a história é linda, tocante e deliciosa, ótima para se apreciar a qualquer momento. Realmente, um livro de cabeceira.

Enfim, é um ótimo livro e eu o recomendo. Creio que ninguém vai se arrepender.

Korso Asclepius é crítico, blogueiro, artista e pelo visto perdeu até as proparoxítonas de tanta emoção.

Korso Asclepius

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Grupo Abba na Virada Cultural em São Paulo

Grupo The Abba Show relembrou clássicos do original sueco na virada cultural Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

“Nossa, eles são iguaizinhos aos originais”, disse em tom de espanto a personal stylist Flávia Galdino, de 24 anos, ao chegar à Praça Júlio Prestes na tarde deste domingo (16) para assistir ao show do Abba The Show na Virada Cultural. Com o figurino idêntico ao grupo sueco que ganhou as paradas nos anos 70, a atração levou os fãs ao delírio ao relembrar clássicos pop como Mamma Mia, Voulez Vous, Gimme!, Gimmme, Gimme, Fernandoo e Money, Money, Money entre outros.

A apresentação contou com a particação especial de dois ex-integrantes da banda de apoio do Abba original: o saxofonista Janne Schaffer e o baterista Ulf Andersson.

Após pedidos ensandecidos do público para que cantassem Dancing Queen, os artistas voltaram ao palco carregando uma bandeira gigante do Brasil. Quando o show já parecia já ter chegado ao fim eles surprenderam os presentes com mais um tema e terminaram o show dedicando a última canção ao Abba original por sua contribuição à música.

Gustavo Pelogia

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A Flauta Mágica

Era uma vez um caçador que contratou um feiticeiro para ajudá-lo a conseguir alguma coisa que pudesse facilitar seu trabalho nas caçadas. Depois de alguns dias, o feiticeiro entregou-lhe uma flauta mágica, que ao ser tocada, enfeitiçava os animais fazendo-os dançar.

Entusiasmado com o instrumento, o caçador organizou uma caravana com destino á África, convidando dois outros amigos. Logo no primeiro dia de caçada, o grupo deparou com um feroz tigre. De imediato, o caçador pôs-se a tocar a flauta e, milagrosamente, o tigre começou a dançar. Foi fuzilado a queima-roupa.

Horas depois, um susto. A caravana foi atacada por um leopardo que saltava de um árvore. Ao som da flauta, contudo, o animal transformou-se. De agressivo, ficou manso e dançou. Os caçadores não hesitaram. Mataram-no com vários tiros.

E foi assim até o final do dia, quando o grupo encontrou um leão faminto. a flauta soou, o leão não dançou, mas atacou um dos amigos do caçador flautista , devorando-o. Logo depois, devorou o segundo. O tocador de flauta, desesperadamente, fazia soar as notas musicais, mas sem resultado algum. O leão não dançava. E enquanto tocava e tocava, o caçador foi devorado.

Dois macacos, em cima de um árvore próxima, a tudo assistiam. Um deles observou com sabedoria:

- Eu sabia que eles iam-se dar mal quando encontrassem um surdinho…

Moral da história:

Não confie cegamente nos métodos que sempre deram certo, pois um dia pode não dar. Tenha sempre um plano B, prepare alternativas para as situações imprevistas, analise as possibilidades de erro. Esteja atento ás mudanças e não espere as dificuldades para agir. Cuidado com o leão surdo !

Observações Finais; Através desta parabóla fica claro que o que fazemos hoje e nos traz resultados pode não ser tão bom amanhã. Pensando nisso temos que ter estratégias e apostar nossas “fichas” em mais de um lugar.

É um ótimo texto para refletir e nos fazer pensar em nossos objetivos e metas pessoais ou profissionais.

Textaculos

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