Essa semana terminei de ler a maldição do cigano e tenho que admitir: foi a melhor leitura deste ano. Estava eu passeando na minha livraria favorita – Saraiva -, quando vislumbrei aquele livro escrito por Richard Bachman em 1984 e agora relançado com a assinatura de Stephen King. Como já tinha ouvido sobre como este livro tinha sido escrito pelo mestre do terror usando pseudônimo, fiquei de olho naquela capa brilhante. E quando encontrei no meio daquelas paginas, uma historia falando de magia, máfia, eu vi que o livro era bom.
Logo de cara já chamou a minha atenção uma frase que o gângster Richard Ginnelle falou sobre acreditar apenas em “dinheiro e armas” e mesmo assim ficar de prontidão para ajudar seu amigo Billy Halleck, pois foi o único que acreditou naquela historia que acharam absurda de maldição e coisa e tal. Segundo Ginnelle explicou, ele também acreditava naquilo que até agora o manteve vivo, isto é, acreditava no que via. Billy Halleck havia sido amaldiçoado por um cigano e a cada dia que passava emagrecia cada vez mais e quando recorreu a seu amigo como a única saída estava parecendo uma caveira andante.
Nas noites seguintes, lá estava eu. A vontade de terminar a leitura era enorme e a cada pagina que virava partia para mais outra e apenas quando vencido pelo cansaço era que conseguia fazer minhas mãos fecharem o livro.
Naquelas paginas estavam descritas uma prova de amizade e lealdade que nos conforta, especialmente nestes tempos em que a ausência deste sentimento tão inerente ao ser humano parece está faltando como um tipo de restrição que considero inquestionável.
Até agora este livro está no posto dos melhores que li e estou muito feliz de ter terminado a leitura, saboreado cada pagina desse romance. Bom, agora se me pedissem uma dica de um livro com enredo excelente e qualidade de escrita imprescindível, eu responderia “A maldição do cigano” sem pestanejar.


by textaculos
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