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Seja Bem-Vindo!

São várias as mãos que fazem o textaculos. Independente, ácido, subversivo e informativo. Deformamos conceitos com o intuito de mostrar coisas novas. Convido-os a fazer parte dessa organização do caos contextualizado. Com sua leitura ou escrevendo.

Category Archives: Acontece

Skinheads ameaçam estudantes da USP

Skinheads espalham cartazes com mensagens nazistas pela USPSaiu nos melhores Jornais.

Uns falam que é coisa séria mais ri muito quando li o cartaz.

Seria muito engraçado … engraçado mesmo, ver esses vermelhinhos da USP apanharem dos carecas e depois irem chorar na polícia. Oh! E agora quem poderá nos defender ?

Texto textaculos

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Lula, Sandy e a boa ideia da cerveja

Quando os oito anos do governo Lula terminou a torcida do contra estarreceu. Tentaram fabricar o rotulo de cachaceiro no presidente e viram que o plano exaustivo não teve êxito.

Tudo muito obvio quando um apelido não pega. Sinal que não deram à mínima. Mas o curioso mesmo é que o inverso aconteceu. Se antes do governo lula a população exagerava no consumo da água do alambique foi justamente no seu reinado que a grande maioria parou de achar que cachaça era água. De acordo com varias pesquisas e recentemente por uma divulgada pela consultoria Nielsen e publicada na coluna de Ancelmo Góis na edição de O Globo do domingo (23/10/2011).

A decisão em parte foi ocasionada pelo fato do aumento de renda de todas as classes. Com dinheiro sobrando no bolso nada mais justo do que mudar para a cerveja. Uma bebida que tinha o privilegio de ser consumida até então pelas classes mais altas. Tomar cerveja era luxo. Um luxo que agora passou a fazer parte da rotina de mais brasileiros.

Texto textaculos

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entrar no metrô é uma aventura

A sensação é de não estar sozinho no mundo.

Milhares de pessoas estão ao meu lado, um exército pronto para a batalha, todos unidos por um mesmo ideal. De repente, ouço a linda voz da razão: “A faixa amarela é a sua segurança, não a ultrapasse”.

As portas do metrô se abrem e a multidão entra atropelando até o ar. A moça de vermelho quase cai, a cabeça de um engravatado passa a milímetros de uma barra de ferro, um casal só se desgruda porque eu, sem querer, me ajeito entre eles. Uma senhora grita, ofendida: “Cadê o respeito, meu filho!”. Todos olham para trás, fingindo não ouvir.

Meus braços estão lá em cima, imóveis. Já sinto um gel de cabelo me sujando a camisa. A moça de vermelho coloca uma música eletrônica no celular; ela dança a cabeça: é impossível mexer o corpo. A senhora ofendida levanta a sobrancelha, continua procurando o respeito.

Ainda divido o casal. Através de mim, eles enviam sorrisos e paixões reprimidas. Meus pés doem. Na primeira parada, entra um menino de quatro anos, que vai parar lá perto do meu joelho. O senso comum diz que não cabe mais ninguém ali. As pessoas do lado de fora discordam: entram mais dois infelizes.

O engravatado tenta pegar uma Veja, mas não consegue. O menino começa a chutar minha perna, talvez eu seja uma bola. A garota de vermelho desiste da música eletrônica, coloca Roberto Carlos, O divã. A senhora ofendida abre um sorriso. Ouvindo o tema romântico, o casal ameaça uma briga.

Na segunda parada, desce o engravatado. Pelo vidro, eu o vejo pegar a Veja e sorrir. Feliz, o garoto decide pisar no meu pé. A moça de vermelho e a senhora ofendida agora conversam sobre os anos sessenta. Formigam os meus braços lá em cima. Quero descer e mudar para o Acre. Lá, não há metrô.

Discutindo o passado, o casal vai embora. Entra vendedor de amendoim: “É um real, senhora, e da melhor qualidade”. O menino se interessa e para de me atormentar. A moça de vermelho e a senhora ofendida conversam sobre a Zibia Gasparetto. Eu penso nessas trilhas de aventura: em São Paulo, passamos por elas diariamente e ninguém percebe.

Um segurança se aproxima e toma o amendoim do cara. O menino chora, com a raiva e o desejo escorrendo pelo rosto. A senhora ofendida grita, relembrando o respeito devido ao vendedor, aos trabalhadores, aos aposentados, aos estudantes, aos cronistas e às crianças que gostam de amendoim. O segurança ignora.

Em seguida, a voz da razão diz: “Estação Sé, desembarque pelo lado esquerdo do trem”. Eu, o menino, a senhora ofendida, a moça de vermelho e o cara do amendoim descemos, satisfeitos. Agora, só me resta sair e encarar outra aventura: o ônibus. Olha ele vindo ali!

texto Leandro Machado

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A Óia faz a capa dela e a IstoÉ devolve o favor

O Serra que disse que a liberdade de imprensa precisa ser preservada conseguiu censurar a Revista do Brasil, a Dilma não pediu pra censurar Estadão, Folha e nem Óia.

A Óia faz a capa dela e a IstoÉ devolve o favor, a diferença é que o JN mostra as capas da Veja mas não mostra as da IstoÉ, chupa esquerda, mídia de direita “rulez”!

Só para comentar a capa da Veja, a Dilma nunca disse em LEGALIZAR o aborto, ela diz em DESCRIMINALIZAR, senhor Aurélio mostra a diferença para quem gosta de se fazer de desentendido. Sou contra aborto, mas Dilma é 13!

Textáculos

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Experiência, não Filosofia

Monges budistas no copan

É do alto dos 37 andares do edifício Copan, no centro de São Paulo, que esse grupo de monges zen-budistas busca o sossego.

“Dali de cima você tem uma vista de 360graus de prédios a perder de vista”, diz o monge Bruno Mitih, do templo Busshinji, no bairro da Liberdade. “Muita gente imagina que a meditação tem que ser feita em um lugar tranquilo. Mas, na nossa realidade, a verdadeira forma de praticar a meditação é com a cidade”, acrescenta.

O retiro perto das nuvens acontece mensalmente há dois anos. Toda terceira sexta-feira do mês o grupo sobe ao heliporto do prédio às sete e meia da manhã e fica em silêncio por ali durante uma hora e meia. Um silêncio que a cidade insiste em interromper.

Caio Ferretti (texto) Danilo Verpa (foto)

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