Sua mensagem foi enviada com sucesso, muito obrigado.

Erro ao enviar, por favor tente novamente.

textaculos bio picture

Seja Bem-Vindo!

São várias as mãos que fazem o textaculos. Independente, ácido, subversivo e informativo. Deformamos conceitos com o intuito de mostrar coisas novas. Convido-os a fazer parte dessa organização do caos contextualizado. Com sua leitura ou escrevendo.

Category Archives: Eu acho que…

O oportunista

Quando entrei num fórum estavam debatendo sobre Stephen King. Minha atenção sobreveio numa acusação. Diziam com raiva que o mestre do suspense era uma pessoa oportunista. Por quê? Por que escrevia no intuito de vender milhões de livros.


Nesse ponto consistiu uma duvida em meu coração, então fiquei me debatendo por dentro na tentativa de saber se isso era bom ou ruim. Afinal, ora bolas, onde estaria à graça da vida se deixássemos passar cada oportunidade que nos permitisse alcançar um objetivo?

No momento não consegui entender, ai resolvi me mexer e sair para procurar coelhos.

Posteriormente resolvi fazer uma lista com varias pessoas oportunistas para poder estudar. Analisei e cheguei à conclusão que muitas delas foram injustamente transformadas neste rotulo infantil.

Infantil por causa dos que acusavam, com raiva, pois estavam quase sempre movidos por uma cegueira de criança. Uma criança que não os deixavam enxergar os diversos caminhos possíveis, e não viam que essa intenção egoísta, no qual falavam era compartilhada por quase todo mundo, e, no entanto sem precisar apenas significar necessariamente mau agouro ter essa qualidade.

Sou contra ao jogar sujo, por exemplo, aproveitar uma oportunidade para puxar o tapete de alguém ou até mesmo ganhar em troca do suor do rosto dos outros. Mais aquela pessoa oportunista que aproveitou para estudar e ter sorte alcançando aquela oportunidade ou se preparou sem pestanejar para ficar no lugar certo, na hora certa, não pode de maneira alguma ser odiada por causa disso. Pois não fizeram nada de errado. Eles apenas se atiravam às oportunidades de uma forma que eu invejo, porque nunca consegui fazer o mesmo.

Temos o caso também de muito depender da nossa sorte de aproveitar as boas coisas e descartar as más. E como naquele caso de Geisy Arruda da Uniban, a situação foi favorável a ela em expandir seu desejo de se aparecer. (Ops, agora forcei uma relação com esse fato só para mim não ficar de fora desse zuzuzum e também para este post parecer mais condizente : P)

LenoDias

Partilhar no Facebook

O Cheiro da Morte

Estive pensando sobre a nova lei antifumo em São Paulo e tenho que admitir a folga dos fumantes. Já entrei em atrito com alguns deles e fico ciente que nestas horas talvez devesse ter dormido um pouco mais. Afinal, quando estou cansado… sou um tanto indelicado.

fumante

O certo era nunca sermos obrigados a reclamar de nada, mas eles saberem de antemão como a gente se sente no meio de toda aquela fumaça. Principalmente quando escolhemos um restaurante para almoçar, o rapaz do lado acende um cigarro, traga e deixa a fumaça sair rapidamente e os mais calmos, não o meu caso, fingem não percebê-lo.

O mundo está cheio de rapazes assim que nem se preocupam em escolher um lugar onde possa matar apenas a si mesmo. Viver o seu vicio com alguma dignidade sem precisar incomodar. Como não é possível, dez para a lei.

Mesmo assim, ainda fazem passeatas malucas com o intuito de liberarem a maconha, cujos gestos parecem ter um poder de atração igual ao do cigarro, sem contar que ambos incomodam. Espalhados pelas mesas e pelo vento seria um castigo para pessoas como eu pagarem seus pecados. Não, é melhor assim. Do jeito que está.

Primeiro, hoje por causa da lei os usuários da droga se escondem para praticarem seu passatempo. Escondidos não incomodam com o cheiro forte e nem influenciam.

O que os não fumantes mais querem, com lei ou sei lei é ficar longe da fumaça e do cheiro forte. O cheiro da morte, subitamente envolvente, que como a ciência apontou, mata mais rápido quem o sente.

LenoDias

Partilhar no Facebook

A culpa é nossa

Dizem que o macaco não olha para o próprio rabo e o mesmo ouço dizer que esta teoria pode ser aplicada às pessoas cujas idéias servem apenas para apontar o rabo dos outros, esquecendo elas mesmas que o seu é muito maior.

malandros

O habito de querer ser um coitado ou coitadinho é de origem muito antiga, talvez mais do à do homem, pois já foi constatado que até os animais se prevalecem do mesmo artifício quando a situação exige. O homem, porém, repete tanto este truque de ser o coitadinho e de usar a mania de tirar a culpa do próprio ombro e colocá-la nos braços dos outros que acaba por somar isso a sua própria personalidade.

Tem uma hora que isso enche o saco e quando digo que revolta-me ver que os argumentos usados por nós para defender a nossa maneira de encarar nossos problemas, já extrapolaram a muito tempo, estou falando a verdade.

Já ouvi tantos disparates que um dos piores foi quando disseram que nossa índole é fruto da colonização do Brasil feita pelos portugueses.

Dizem que, na época do descobrimento, veio para o Brasil toda gente que não presta. Estas pessoas de caráter duvidoso não eram aceitas por nenhum outro lugar, pois se tratavam de bandidos, assassinos, prostitutas, foragidos, etc…, e a lista é longa. Logo, a solução era “manda para o Brasil”.

O engraçado é que esta mesma receita foi aplicada em muitos outros países, muitos até que foram colonizados por pessoas que extrapolam estas qualidades citadas acima e, no entanto não se tornaram tão corruptos quanto o Brasil e nem sofrem com esse lenga lenga de culpar terceiros. Até parece que a justificativa para a corrupção que avassala nosso país é apenas por que fomos influenciados por ladrões.

E por falar nisso, somos conhecidos e caçoados até por algumas piadas pra lá de engraçadas como um país de malandros. Existe a daquela de que a noite num avião, um passageiro adivinhou que estava sobrevoando o Brasil quando viu a lua minguante. De acordo com ele, haviam roubado um pedaço da lua e só podia ser coisa de brasileiro.

E por ai volto a insistir de que tudo isso enche o saco. Por causa disso, acho que já está mais do que na hora de darmos um basta nesta mania que temos de colocar a culpa nos portugueses, nos argentinos, na Inglaterra, nos escravos, nos americanos, e por ai vai. Já está mais do que na hora de olharmos para dentro de nos mesmos e ver que nosso fator cultural foi desenvolvido aqui mesmo e não é herança de ninguém. Sendo assim, vamos parar de colocar a culpa nos outros e encarar o próprio rabo, por que se não, nunca iremos sair do mesmo lugar.

LenoDias

Partilhar no Facebook

O dia da caça

Duzentos mil anos atrás aconteceu uma coisa que me deixou pensando no quanto choramos de barriga cheia. Um homem, armado com apetrechos criados de acordo com o que sua capacidade mental poderia conceder, saiu para caçar, com uma taquara rachada de ponta afiada e uma machadinha feita com um osso e uma pedra amarrada numa das extremidades. Mal sabia ele que este não era o dia do caçador.

Hyena_vector_by_Kaaziel

Quando a noite caiu, viu-se acompanhado. Uma Hiena decidiu, depois de muito observar aquele pobre diabo, fazê-lo de janta. Dizem que, a Hiena come qualquer coisa sem criticar e ainda sorrindo, como se vangloriasse de ser tão nojenta, pois nem os urubus poderiam ir além de sua natureza.

O homem, desamparado diante da superioridade da Hiena, tentou correr, mas vendo que não ia conseguir ir muito longe, resolveu lutar. Em questão de segundos viu sua lança transformada em duas e seu martelo sair voando sem, no entanto acertar o alvo.

Então ele olhou para o céu e permaneceu parado como se já soubesse o que sempre acontece neste tipo de situação. Sem reclamar, aceitou seu fardo, foi devorado ali mesmo, num jantar sem muitos preparativos e nem cerimônias.

Isso me fez pensar: realmente não temos do que reclamar. No dia que você achar que está tendo um dia ruim, pense nesse sujeito: Duzentos mil anos atrás, ele saiu pra caçar, era o dia da caça. Ou nem era, pois ele virou a caça. Foi devidamente devorado por uma Hiena. Um bicho que come merda sorrindo. Nem a idéia de morrer sendo um quitute especial ele pôde ter.

Fonte: LenoDias começou com o texto em cor preta e a finalização em verde foi escrito pelo Cardoso.

LenoDias e Cardoso

Partilhar no Facebook

O MEDO DO DIFERENTE

Costumo preencher minha vida a tal ponto que mesmo que eu quisesse, não sobraria espaço para o racismo. E o convívio com pessoas diferentes e o fato de fazer parte de uma família diversificada, reforça o que digo. E digo mais, e pelo fato de meu trabalho lidar com o comercio me torna uma pessoa livre de qualquer preconceito. Por si só, essa formula já deveria acabar com o preconceito, porém não é bem assim e,  hoje resolvi analisar o peso de tudo isso em relação à vida de outras pessoas.

gift_from_a_kid_by_cuson

Cheguei à conclusão que não é tão fácil, ainda mais quando nosso racismo vem enlatado com uma vingança enrustida de humor, preconceito e muitos cuidados. Cuidados com processos.

Não vou nem perder meu tempo querendo debater sobre se o absurdo de sistemas criados, como o de cotas nas faculdades, por exemplo, ajudam ou não a proliferar o racismo. Minha resposta é sim. O que poderia, eram serem criados sistemas mais eficientes, como os que abrangem melhores oportunidades aos pobres. Esses sim, os verdadeiros injustiçados que estão em todas as categorias, como a negra, branca, vermelha, amarela, roxa, cinza e por ai vai.

Mais enquanto não temos uma solução vinda do próprio homem, andei observando que talvez a própria natureza seguindo seu curso vai aparecer com uma carta na manga. Deixe-me explicar, faz parte do homem “o medo pelo diferente” e também faz parte do homem a “ganância pelo dinheiro”. Esta ultima é a solução que aponto, ou seja, o comercio. Nada mais do que o comercio para aproximar as pessoas, melhor até do que o próprio convívio, esse também importante.

Para ser mais claro vou falar sobre uma passagem que me aconteceu. Estava eu, ouvindo um amigo chato que cacarejava suas teorias nada convenientes em meu ouvido sobre as varias coisas que ele não concordava e lhe dava raiva. Foi quando chegou um cliente homossexual na loja, daqueles que mais gastam, e quando foi embora levando sua mercadoria deixou uma soma de reais na minha mão. Então eu balancei esse dinheiro na cara de meu amigo e disse; “Como que eu vou ter raiva de um homem desses, independente do que seja, já que todo dinheiro é igual.”

Era verdade, depois disso nossas risadas estrondosas invadiram o ar.

LenoDias

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...Partilhar no Facebook