Quem fica falando que lê apenas um estilo, um determinado escritor, está do mesmo lado daqueles que escrevem apenas uma formula e nunca experimentam uma situação diferente, sempre repetindo um recurso de modelos pré-definidos. Quem se diverte, pesquisa, estuda, escreve, não pode seguir só a mesma linha, a não ser que seja o Dan Brown.
Por isso descarto a possibilidade do aconchego e por estas e outras é que me maravilho quando descubro uma obra-prima, o texto que não foi copiado inspirado em nenhum outro.
Já passou um ano que tenho estado a querer escrever sobre Markus Zusak. Seu livro A menina que roubava livros é magnificente. Agora é certo que essa ideia vai sair no papel.
Para começo, descrevo a sensação que tive ao ler este livro, enfatizar como é possível crê-se facilmente na narradora, a própria morte, naturalmente tratando dela como se fosse gente.
A morte amava falar de si mesma, dizia que decididamente sabia ser animada, amável, agradável, afável e esses eram apenas os As e pedia encarecidamente para nunca pedirmos uma coisa dela, que fosse simpática, pois simpatia não tinha nada a ver com ela. Este era apenas um dos modos em que mostrava quem era, e ao contrario do que exigiu, a verdade é que nutrimos simpatia por sua narração, consequentemente por ela mesma desde o inicio. E para completar ainda teve a ousadia de dizer; quando a morte conta uma historia devemos parar para ler. Uma das razões que me fez comprar o livro.
Uma das coisas que me fez ficar na balança foi o fato de a menina ser uma ladra. Na minha imaginação, achava um gesto imperdoável mesmo sendo qual fosse o motivo, mas quando fui apresentado que na verdade ela roubava livros dos judeus antes de serem incinerados pelos nazistas, dei uma chance. Quando soube que havia escapado da morte algumas vezes deixando a própria estupefata, na qual de tão estupefata resolveu escrever ela mesma essa historia, pensei, é impossível deixar este livro fora de minha estante e abaixei a guarda.
Eu poderia ficar aqui falando horas e horas a respeito deste livro, mas de tanto falar em morte receio que fiquem com medo. Não é preciso, pois como disse, o livro é diferente, instigante e um prato cheio para quem sabe ler o que escrevem num estilo diferente. Aliás, como o é seu outro livro Eu Sou o Mensageiro no qual vou falar em breve.
texto textaculos
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