Lost e Edgar Allan Poe resolveram os enigmas, mas o mistério persiste

Que Edgar Allan Poe é o mestre do mistério, o leitor que não gosta de ler daqui do textaculos já sabe. O que nem todos sabem é da existência de duas mensagens criptografadas deixadas por ele para que seus leitores pudessem decifrar após sua morte.

Em 1839, o escritor desafiou os leitores da revista Alexander´s Weekly Messenger a submeter-lhe criptogramas, assegurando que podia resolver todos. O desafio terminou em um ano e meio, quando Poe revelou a solução para cerca de 100 mensagens. Ficaram só duas, enviadas por um tal W. B. Tyler, que muitos sugerem ser o próprio Poe.

O canadense Gil Broza leu um livro sobre essas mensagens e resolveu decifrar a segunda- a primeira já havia sido decodificada em 92 por um outro acadêmico, Terence Whalen.

Pressupondo que o texto estava na estrutura normal de língua inglesa, a distribuição do tamanho das palavras indicava um inglês antigo. Várias palavras eram repetidas, com pequenas modificações. Broza achou que o método era o de simples substituição polialfabética. “As repetições também podem ocorrer em métodos convencionais, mas o fato das distâncias entre as repetições não terem um denominador comum era o que mais aparecia no método de criptografia usado.”

Não deu outra: após descobrir coisas como o uso de 14 letras diferentes para “e” e apenas duas para “z”, broza jogou tudo num micro, atribuindo diversos valores para cada letra. O texto, com os erros corrigidos, surgiu como o começo de um conto inacabado.

Qual a intenção de Tyler com o enigma? Seria ele um alter-ego de Poe? As mensagens estão decodificadas, mas assim como Lost o mistério continua.

Textaculos

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