Estive pensando sobre a nova lei antifumo em São Paulo e tenho que admitir a folga dos fumantes. Já entrei em atrito com alguns deles e fico ciente que nestas horas talvez devesse ter dormido um pouco mais. Afinal, quando estou cansado… sou um tanto indelicado.
O certo era nunca sermos obrigados a reclamar de nada, mas eles saberem de antemão como a gente se sente no meio de toda aquela fumaça. Principalmente quando escolhemos um restaurante para almoçar, o rapaz do lado acende um cigarro, traga e deixa a fumaça sair rapidamente e os mais calmos, não o meu caso, fingem não percebê-lo.
O mundo está cheio de rapazes assim que nem se preocupam em escolher um lugar onde possa matar apenas a si mesmo. Viver o seu vicio com alguma dignidade sem precisar incomodar. Como não é possível, dez para a lei.
Mesmo assim, ainda fazem passeatas malucas com o intuito de liberarem a maconha, cujos gestos parecem ter um poder de atração igual ao do cigarro, sem contar que ambos incomodam. Espalhados pelas mesas e pelo vento seria um castigo para pessoas como eu pagarem seus pecados. Não, é melhor assim. Do jeito que está.
Primeiro, hoje por causa da lei os usuários da droga se escondem para praticarem seu passatempo. Escondidos não incomodam com o cheiro forte e nem influenciam.
O que os não fumantes mais querem, com lei ou sei lei é ficar longe da fumaça e do cheiro forte. O cheiro da morte, subitamente envolvente, que como a ciência apontou, mata mais rápido quem o sente.


by textaculos
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