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Seja Bem-Vindo!

São várias as mãos que fazem o textaculos. Independente, ácido, subversivo e informativo. Deformamos conceitos com o intuito de mostrar coisas novas. Convido-os a fazer parte dessa organização do caos contextualizado. Com sua leitura ou escrevendo.

Charles Darwin x Deus

A teoria de Darwin, que moldou a biologia atual, é campeã incontestável desde 1859. Mas um desafiante vem mirando seu calcanhar-de-aquiles: a origem das espécies.

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Na evolução, novas espécies surgem quase que por acaso e, caso se adaptem ao ambiente, sobrevivem. Para os neocriacionistas no outro córner, OK, existe evolução, mas as mutações só podem ser desígnios de um ser superior. Isto é, Deus.

LenoDias

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O diploma de Jornalista não vale pra (quase) nada

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Eu poderia estar radiante pois como eu brinco de escrever em blog e se eu fizer bem feito, tenho grandes chances de ser contratada pra escrever em alguma revista ou jornal, já que ontem, por oito votos a um, STF derruba obrigatoriedade do diploma de Jornalismo. Mas confesso que isso me perturbou.
Essa pendenga já se arrasta desde 2001 e só agora é que os estudantes de jornalismo terão seu curso, que não será extinto, porém equiparado por exemplo, aos cursos de culinária, moda ou costura, que permitem profissionais atuantes sem um diploma.

Continue lendo esta matéria…clique aqui

Não estou com saco de escrever sobre isso. Para ler o que já escrevi sobre o assunto, clique aqui.

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Luís Lopes, um herói brasileiro desconhecido

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DOM JOAO VI chegou ao Brasil como príncipe regente, sendo coroado aqui depois da morte de sua mãe, a rainha Maria I de Portugal. Gostava tanto daqui que nutria o desejo secreto de transferir a capital de Portugal para o Brasil, no entanto em 1820, os portugueses promulgaram uma constituição que reconhecia Dom João VI como chefe de estado, intimando-o a voltar ao pais e assumir o trono.

Resignado, o monarca retornou a Portugal deixando aqui seu filho Pedro a quem instruíra promover a nossa independência. Para garantir sua segurança, resolveu deixar, na Bahia, guarnições portuguesas que vieram com ele em 1808 e então chefiadas pelo General Madeira de Mello.

Proclamada a independência em 1822, o general Madeira de Mello considerou o gesto uma traição a Portugal e decidiu resistir à emancipação.

Para enfrentar o general Madeira, nosso exercito, composto de apenas alguns voluntários bisonhos e a maior parte deles nunca haviam participado de uma batalha, marcharam para a Bahia. Entre eles havia um corneteiro, Luís Lopes, um negro experiente em toques de comando. Mesmo em desvantagem, esse exército enfrentou as tropas portuguesas na batalha de Pirajá, no recôncavo Baiano. Como era esperado, estavam levando a pior.

A batalha começou de manhã e ao cair da tarde, o sol se punha atrás das linhas brasileiras, cegando os olhos do exercito português. O major brasileiro avaliando a pouca chance de vitória, resolveu admitir a derrota. Ordenou ao corneteiro Luís Lopes anunciar o toque de retirar.

No entanto, em vez de tocar a retirada, ele desobedece e dá o toque de avançar. Diante da vantagem que tinham, ao escutarem o toque de avançar, e sem conseguirem enxergar direito as linhas brasileiras por causa do sol poente, os portugueses concluíram que nossas tropas recebiam reforços, e debandaram.

De uma derrota certa, a batalha de Pirajá se transformou em vitória no dia 2 de julho de 1823. O comandante recebeu o título de Visconde de Pirajá, mas o corneteiro só foi reconhecido pela História muito tempo depois.

E eu sempre tratei Luís Lopes, o corneteiro de Pirajá, como um herói, porque ele merece. Uma pena que ficou quase esquecido no tempo e na memória da maioria dos brasileiros.

Fonte e adaptado para o textaculos.

LenoDias

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O dia da caça

Duzentos mil anos atrás aconteceu uma coisa que me deixou pensando no quanto choramos de barriga cheia. Um homem, armado com apetrechos criados de acordo com o que sua capacidade mental poderia conceder, saiu para caçar, com uma taquara rachada de ponta afiada e uma machadinha feita com um osso e uma pedra amarrada numa das extremidades. Mal sabia ele que este não era o dia do caçador.

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Quando a noite caiu, viu-se acompanhado. Uma Hiena decidiu, depois de muito observar aquele pobre diabo, fazê-lo de janta. Dizem que, a Hiena come qualquer coisa sem criticar e ainda sorrindo, como se vangloriasse de ser tão nojenta, pois nem os urubus poderiam ir além de sua natureza.

O homem, desamparado diante da superioridade da Hiena, tentou correr, mas vendo que não ia conseguir ir muito longe, resolveu lutar. Em questão de segundos viu sua lança transformada em duas e seu martelo sair voando sem, no entanto acertar o alvo.

Então ele olhou para o céu e permaneceu parado como se já soubesse o que sempre acontece neste tipo de situação. Sem reclamar, aceitou seu fardo, foi devorado ali mesmo, num jantar sem muitos preparativos e nem cerimônias.

Isso me fez pensar: realmente não temos do que reclamar. No dia que você achar que está tendo um dia ruim, pense nesse sujeito: Duzentos mil anos atrás, ele saiu pra caçar, era o dia da caça. Ou nem era, pois ele virou a caça. Foi devidamente devorado por uma Hiena. Um bicho que come merda sorrindo. Nem a idéia de morrer sendo um quitute especial ele pôde ter.

Fonte: LenoDias começou com o texto em cor preta e a finalização em verde foi escrito pelo Cardoso.

LenoDias e Cardoso

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HUGO

hugo

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