Eu já estava cansado de ouvir falar sobre o twitter, mas como não conseguia entender patativa nenhuma da razão de seu sucesso decidi pesquisar por conta própria e descobrir o que aconteceu de tão revolucionário para que esta ferramenta ficasse tão badalada. Atenção, vou descrever numa versão sem delongas tudo que entendi sobre o assunto.

O seu Jonas é um usuário modesto que não tem nenhuma pretensão ou experiência em lidar com a internet, mesmo assim decide que vai fazer um blog pessoal no qual escreveria sua vida para pessoas sedentas por fofoca informações. Como teria que divulgar o Blog para que o mesmo fizesse sucesso decidiu também que teria que enviar Spam E-mails a todos os internautas espalhados pelo globo afora.
Seu Jonas sorriu com a idéia enquanto vislumbrava um horizonte de Big Brother fama na sua frente. Tecnologia pra isso já existia e o que faltava de sua parte era apenas coragem e sabedoria, isso ele tinha de sobra. Afinal com tanta gente blogando ele também queria fazer parte da blogosfera. Isso parecia fácil.
No entanto quando colocou as mãos na massa, quando chegou a hora do vamos ver, o horizonte de seu Jonas escureceu e ele viu que não tinha saco pra escrever e muito menos uma gota sequer de inspiração para movimentar com os dedos as letras do teclado e finalizar um texto longo. E quando foi enviar os E-mails para a tal de divulgação não conseguiu fazer nada, justamente por não saber o que colocar no espaço destinatário. Descobriu também que era muito preguiçoso, pois não queria perder tempo aprendendo os vários macetes que precisava para fazer um blog funcionar ou até mesmo como enviar um simples E-mail.
Seu Jonas nem sabia que dava tanto trabalho realizar seus planos e quando tudo parecia perdido ele pensou e sonhou. E se existisse uma copia espécie de blog de preguiçoso que fosse tão simples e enxuto apenas para postar algumas frases que era o máximo que sua inspiração permitia, e se existisse um e-mail de pobre que fosse publicado diretamente em sua pagina pessoal sem precisar preencher o campo do destinatário, para todo mundo lê?
Então, Jack Dorsey, 32 anos, um homem de poucas palavras, viu que assim como seu Jonas, havia um nicho de muitas pessoas que gostariam de serem mais espontâneas e instantâneas mas que para isso, só conseguiriam a partir de um texto curto. Ai copiou inventou o Twitter.
LenoDias
Publicado em Entendendo
Esta todo mundo comentando sobre o caso da menina estuprada pelo padrasto desde os 6 anos no qual culminou numa gravidez aos 9 anos.

Está todo mundo também crucificando Dom José Cardoso Sobrinho, o arcebispo de Recife que excomungou a mãe e a equipe médica que realizou o aborto.Provavelmente se não tivesse ocorrido, deixaria ainda mais sequelas naquela criança que iria gerar mais duas crianças.
O problema é que ta tudo bagunçado e mesmo o fato dessa gravidez indesejável e do Arcebispo ter sido fiel a sua religião nada justifica aquilo que deixamos acontecer a esta menina.Sim, é isso mesmo, todos somos culpados.Devíamos vigiar o tempo todo, pois casos como esse vem acontecendo constantemente e o que se ver é que estamos abrindo a boca apenas por conveniência, por causa do bafafá que esta bombando neste momento tão cheio de incertezas.
Casos como esse não precisa primeiro acontecer para que possamos saber que existem.Para que possamos questionar qual solução lógica poderia ter sido melhor ou questionarmos sobre quem esta com a razão e quem não esta.
Acredito piamente que se a solução não vier primeiro de dentro o sistema desaba. As maiores vitimas de abuso sexual não denunciam. Façamos isso por elas (ou eles).
LenoDias
Publicado em Guerrilha
Li este livro há um bom tempo, acho que foi por 2001, estava outro dia pensando em quais seriam os melhores livros que já tinha lido, este com certeza estaria entre os top 5.

A história é de um rapaz de 16 anos, Holden Caulfield, que acaba de ser expulso de um colégio interno, próximo do natal. Então ele resolve dar a si mesmo uma pequena féria e viaja à Nova Iorque.
Lá ele passa por aventuras errantes e vai cada vez mais perdendo a lucidez de uma maneira comovente e enquanto ele enfrenta esta batalha contra sua própria mente, a vida continua ao seu redor, e ninguém parece perceber o que o jovem homem está sofrendo.
E assim segue o conto, Caulfield sempre questionando as morais dos homens adultos e o destino que pretendem dar à sua vida. É disso, inclusive, que sai o título do livro. Ele revela à sua pequena irmã, única pessoa no mundo que parece o entender, que a profissão que ele queria praticar era ser o apanhador em um campo de centeio. É realmente Caulfield que foi ensandecendo ou a sociedade que não pode ver sua situação deplorável?
Este livro trata da condição humana e foi para mim como uma das mais importantes revelações existenciais que adquiri com a literatura.
E sim, este é aquele livro que o Mark Chapman pediu para o John Lennon autografar antes de estourar os miolos dele (do John).
Publicado em Livros
Já faz algum tempo ou semanas que assistir Hitman, quando em poucos dias de especulação sobre o filme vi que as críticas nada mais eram do que perniciosas palavras que nada ajudavam com que o mesmo ganhasse publicidade positiva. Buscando algo favorável, não encontrei um misero critico para honrar o que eu achava e no final eu era o único se vangloriando do tanto que o filme era bom.

Esta certo que devido a muitas alternativas fortes ocorreu do filme ficar apagado, mas convenhamos que o diretor de Hitman tendo que improvisar fazendo um enredo autentico sem gastar nenhuma fortuna ,será sempre,por merecer,bem visto pelas comunidades dos fãs do jogo.E,além do mais,por sorte não tivemos mais uma adaptação que num desejo oportunista não quis faturar as custas da perspectiva de mudar completamente a trama e conseqüentemente destruir o personagem como já visto em outras adaptações.
Hitman trata-se da historia de um homem simples, que, acompanhado de uma bela mulher que já sabe que ele é um mercenário, que teve a sagacidade de começar a caçar seus inimigos já que se tornou a presa. Ele procura desvendar um mistério que colocou sua vida em risco, ficou encurralado por uma surpresa que aportou para fazer com que encontre alternativas reveladoras para jogar com a morte e ganhar.
Enquanto assistia ao filme me surpreendi e notei que vale dar uma nota 10 para o ator que soube tão bem desempenhar seu papel, valorizando ainda mais o personagem, dando-lhe um estranho ar de benevolência. Pra mim, mais uma surpresa.
LenoDias
Publicado em Filmes
Você deve estar cansado de ouvir nos jornais sobre a crise na economia americana, mas como não tem saco pra prestar atenção e entender todo aquele papo jornalístico, aqui vai uma versão para leigos do que aconteceu na economia dos EUA:
É assim:

O seu José tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça ‘na caderneta’ aos seus leais fregueses, todos bêbados e quase todos desempregados. Porque decidiu vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito) e ter um lucro maior. O gerente do banco do seu José, um ousado administrador formado em curso de Administração e com MBA, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao boteco tendo a pindura dos pinguços como garantia.
Mais adiante, alguns executivos do banco lastreiam os tais recebíveis e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outra sigla financeira que ninguém sabe exatamente o que quer dizer. Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F (Bolsa de Mercadoria e de Futuros), cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu José ).
Mais adiante, esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países. Até que alguém descobre que os bêbados desempregados da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu José vai à falência.
E toda a cadeia desmorona.
Fim.
sica
Publicado em Entendendo