Sua mensagem foi enviada com sucesso, muito obrigado.

Erro ao enviar, por favor tente novamente.

textaculos bio picture

Seja Bem-Vindo!

São várias as mãos que fazem o textaculos. Independente, ácido, subversivo e informativo. Deformamos conceitos com o intuito de mostrar coisas novas. Convido-os a fazer parte dessa organização do caos contextualizado. Com sua leitura ou escrevendo.

Quando a boca cala…. o corpo fala!!!

O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a criança interna tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
Preste atenção!

Texto Mário Quintana

Partilhar no Facebook

Paula Fernandes dá poeira em Luan Santana e se torna campeã de vendas de CDs e DVDs em 2011. Ser amiga do Rei é uma delícia…

Ser amigo de rei nunca é ruim.

Se o rei for um cidadão chamado Roberto Carlos, então, aí nem se fala.

Depois de aparecer linda, azul, morena e com cara de por-acaso-é-comigo? no especial de fim de ano do Rei, e de vê-lo se dissolver em charme e pinta diante de sua beleza, e de seu par de coxas cruzadas que àquele momento elevava em alguns graus a temperatura do País, a carreira da cantora sertanejo-country-patricinha mineira Paula Fernandes decolou, tomou a estratosfera e de lá não saiu mais.

A Associação Brasileira de Produtores de Disco, a ABPD, organização de empresários que investem em gravação e lançamento de obras de artistas do País ligados a grandes gravadoras e distribuidoras, acaba de divulgar que Paula vendeu, nos primeiros seis meses do ano,  850 mil CDs e DVDs do trabalho lançado por ela este ano.

É mais do que o dobro do total atingido pelo segundo colocado, o também campeoníssimo Luan Santana.

No mesmo período, Santana teve 332 mil 700 cópias de seu Ao vivo no Rio levadas das lojas pelos fãs.

Para além do que se pensa a respeito do seu trabalho, Paula é talentosa no que se propõe a fazer.

Mas vamos combinar: ela, sim, pode dizer que é “apenas boa amiga” do Rei, não é mesmo?

Camaradagem, que empurrão, que empurrão…

E um detalhe: piratex, genéricos e similares não estão nestas contas.

Mas a soma deste lado B, todos sabemos, não é pequena.

Ao contrário: em muitos casos, ela pode ser maior do que o lado A oficial.

Texto Eduardo Marini

Partilhar no Facebook

Cine Belas Artes fechado

Zé Carlos Barretta

Ricardo Vaidergorn

Um grupo de arquitetos reuniu-se em 13 de maio de 2011 no Instituto dos Arquitetos em São Paulo para debater a preservação da memória relativa ao espaço do Cine Belas Artes. O debate foi conduzido por Eduardo Carlos Pereira, coordenador do G.T. de Patrimônio Histórico do IAB-SP e contou com a presença de Rosana Ferrari, presidente do IAB-SP; Cecília Rodrigues, professora da Universidade Mackenzie; Fernanda Falbo Bandeira de Mello, presidente do CONDEPHAAT; Nadia Somekh, conselheira do IAB-SP no CONPRESP e professora da Universidade Mackenzie; Nabil Bonduki, professor da FAU-USP e Walter Pires, diretor do DPH para uma plateia bastante significativa.

Ainda não há consenso sobre o que é mais adequado a se fazer. A questão é complexa. A esquina do cinema, da Rua da Consolação com a Avenida Paulista, recebeu benfeitorias e investimentos públicos, sendo que até no subsolo do local, há a implantação do cruzamento de duas linhas do metro. Mas, a ênfase em relação àquele espaço é o valor histórico peculiarmente significativamente. De todo modo, o interesse despertado pelo tema da preservação da memória, por profissionais tão competentes com foco na questão das identidades urbanas ainda não deixa de ser um fato inédito em São Paulo.

Sobre a esquina da Rua da Consolação com a Avenida Paulista, a do Cine Belas Artes, assim como houve um tempo em que a musica Sampa eternizava a esquina da Avenida Ipiranga com a Avenida São João é impossível esquecer a do Belas Artes. Em frente, na outra calçada da Rua da Consolação, estava o Riviera Bar onde servia Juvenal o discreto e democrático garçom de bigode fininho. Ao lado do Riviera havia o Ponto 4, um bar, bem em frente ao cinema, cuja calçada, em fins dos anos 1970, era um ponto de aglomeração de estudantes universitários, onde se debatia temas políticos e de uma pequena, mas significativa multidão, num momento onde tais aglomerações eram proibidas.

Naqueles anos, nem o presidente da República, nem o governador do estado, nem o prefeito eram eleitos pelo povo. Tinha madrugada com mais de mil pessoas apinhadas entre a calçada e o meio fio. Apesar das temíveis “Leis” que proibiam as aglomerações, como, por exemplo, o Ato Institucional no 5, ninguém deixava de parar por lá. Muitos dos que ali conheci estiveram presos nos porões do DOPS (o Departamento de Ordem Política e Social) ou no DOI/CODI. Outros, subitamente, desapareceram para sempre. Era mais seguro ficar no meio da multidão. Ali os universitários e gente que hoje faz parte do governo do Brasil bebiam cerveja ou água e de pé na calçada. Camburões e Veraneios pretos, da polícia política “à paisana”, sempre circulavam ao redor. Havia os dedos-duros (da polícia política) sempre a espreita “em busca de trabalho” e o problema maior era quando decidiam “criar condições para um novo trabalho” ou seja; incriminar (quase sempre em falso) alguém com barba, cabelos longos ou menina de tranças e jeans, por “subversão e terrorismo”. E estes “sumiam”, eram presos no meio da noite sem chance de defesa, sem cometer crime algum.

Ninguém sabia muito bem quem era quem. E o Cine Belas Artes exibia em seus luminosos os títulos de filmes de Luis Buñuel, como; O Discreto Charme da Burguesia, Ano Passado em Mariembad de Alain Resnais, O Silêncio de Ingmar Bergman, Deus e o Diabo na Terra do Sol de Glauber Rocha ou o cinema novo com cenas bucólicas da caatinga inerte e desesperançada de São Bernardo de Thomas Farkas. Eram tempos perigosos.

Bem sabemos que São Paulo não é uma cidadezinha. É uma metrópole universal, mundial, um cosmos com gente em trânsito de todos os lugares. E que influencia o mundo inteiro. Não fossem os eventos que testemunhei naquela esquina, com certeza, a vida em nosso planeta hoje seria um pouco pior, para não dizer muito, mas muito pior. Muitos dentre aquelas mil pessoas aglutinadas ali nas noites da semana não eram completamente indiferentes à Guerra no Vietnã, nem aos assassinatos no Camboja. As notícias da Europa dividida por fronteiras armadas e a chamada “Cortina de Ferro” não saiam das conversas e preocupações. A ameaça do fim do mundo ou da deflagração de uma guerra nuclear entre as duas superpotências nunca sumia por completo das noites insones dos presentes. Ninguém estava certo de haver um dia seguinte. Lembro quando os letreiros luminosos do Cine Belas Artes anunciavam o filme-documento Corações e Mentes e da cena capturada ao vivo do vietnamita sendo fuzilado a queima-roupa por um soldado com um tiro na cabeça. Na tela, o sangue dele jorrava para o alto, como uma fonte. Impossível esquecer os que de algum modo morreram por nossa sorte. Choro quando me lembro.

A memória humana é algo tão volátil. Portanto, penso que devemos fazer valer aquela esquina de São Paulo em memória de alguns momentos felizes que, a duras penas, de qualquer modo conseguimos desfrutar. Eram tempos terríveis. O que será posto no lugar dos letreiros luminosos do Cine Belas Artes? Será pelo menos de igual importância? E se por acaso, no futuro algo tenebroso, assim, como o que ocorreu venha a acontecer novamente? Quem pode garantir que a memória de tudo o que se passou será suficiente em nossas mentes e na dos que nos sucederem para que a história de horror do passado não venha a se repetir?

Relembro-me jovem com o copo descartável de cerveja na mão e no outro lado da rua os letreiros do Cine indicando que “O sonho ainda não havia acabado”, embora tudo levasse a crer que o futuro reservava-nos apenas outro mandatário uniformizado, “mão de ferro”, com seus ajudantes de ordens, profissionais da tortura e da intimidação. E o nosso dinheiro de então, que nada valia sob aquela inflação de 120% ao mês. Salários que compravam nada.. Tudo se desvalorizava tão rápido! A própria vida, parecia não ter muito valor naqueles anos! E ai de quem realmente se manifestasse em oposição. E o Cine Belas artes ali a exibir filmes de conteúdo político. Mesmo cortados, censurados. Alguma coisa sempre conseguia furar o cerco e aparecer iluminando as noites na nossa frente!

Naqueles tempos, não fazia muito que Martin Luther King havia sido assassinado, A Ku Klux Klan ditava regras racistas Da Argentina, ouvíamos notícias que jovens e universitários estavam sendo jogados vivos de aviões militares em alto-mar.

Sinto certo orgulho quando cruzo a esquina da Rua da Consolação com a Avenida Paulista e ainda vejo os luminosos (mesmo apagados) do Cine Belas Artes diante de mim. Quando penso, sem saudosismo, sobre o futuro do qual nós de fato, nos livramos. Quando me lembro da persistência, da teimosia, sim, eu me sinto bem. Mas, endosso que não podemos deixar de agradecer “aos mortos por nossa felicidade”,e nem a importância daquela esquina cuja memória é patrimônio histórico não somente da cidade, mas de todos. Há inúmeras formas de preservação que podem ser sugeridas. Sem dúvida, vale a pena debatê-las.

Texto Ricardo Vaidergorn é arquiteto,urbanista e mestre em literatura pela FFLCH­USP.

Partilhar no Facebook

Osama bin Laden esta vivo ?

missão cumprida

Quando as trombetas dos Estados Unidos soaram anunciando a morte de Osama bin Laden, juntei os fragmentos da informação e fiquei desconfiado. Eles haviam matado a cobra e mostrado apenas o pau. Mas onde estava a cobra? Fiquei parado, resolvi dar minha opinião um dia depois, após analisar os fatos com calma.

A principio pensei que Osama ainda poderia estar vivo, me enganei, realmente ele estava morto. Quem não queria uma oportunidade destas, uma chance de acabar com o presidente? Bastava aparecer a qualquer momento e chamar a nação americana de mentirosa. Seria o fim de Obama e a alegria de Osama e seus homens. Uma vitória de mãos beijadas. No entanto, como comprovou o exame DNA, definitivamente Osama está morto e ponto final. Continuemos.

Depois pensei que os EUA haviam feito à coisa errada, vestindo o corpo de branco e jogando no mar antes de completarem às 24 horas, num profundo respeito à tradição islâmica. Ou seja, estavam certíssimos como cheguei a ver. Venderam até a imagem de religiosidade e respeito às crenças alheias.

Para quem compreende este enredo, pode perceber que mataram a cobra e os problemas decorrentes numa paulada só.

Não houve imagens nem da cabeça e nem do corpo de bin Laden, apenas sangue. Nada incomum. Todo o resto desaparecera no fundo do oceano. Desta forma, enquanto seus súditos procuram uma razão para transforma-lo em Mártir ou Santo, ficaram apenas dando murro em ponta de faca, certamente indignados com o plano que imaginavam, vendo tudo descer como agua ralo abaixo.

texto textaculos

Partilhar no Facebook

poesia monta em tecnologia para correr o sertão

Cacique e a tecnologia.

O aposentado Luiz Alves de Souza, mais conhecido como Cordelista Cacique, nunca imaginou ler algo sobre o processo biológico da cadeia alimentar. No entanto, sentiu na pele a brutal dinâmica da natureza, em que os seres vivos, com determinados níveis de função no planeta, comem uns aos outros para contribuir com o equilíbrio do ecossistema. Assim, vendo seus cordéis feridos na selva do mercado, Seu Luiz transformou-se num verdadeiro predador e cuidou logo em devorar a tecnologia.

Aos 69 anos, todas as manhãs, em Serra Talhada, interior de Pernambuco, ele toma as ruas da cidade com um carro de mão, uma caixa de som de dez polegadas, um aparelho de DVD, um pen drive e cerca de 100 folhetos de literatura de cordel.

Cacique percorre, em média, cinco quilômetros por dia e nem pensa em parar. “Pois eu vi que a coisa tava ligeira demais”, explicou-se apontando, com a cabeça, para a parafernália eletrônica. Ele conta que seus concorrentes já haviam desistido da briga com a tecnologia. A maioria mudou de ramo. Mas, apaixonado pela literatura de cordel, decidiu seguir em frente se aliando ao inimigo. E como faz para ligar isso tudo, Seu Luiz? “Ah, tem que ‘bulir’ sem medo”, responde sorridente.

Curiosamente, tudo começou quando migrou para a cidade grande, São Paulo, no final da década de 1980. Um dia, caminhando pelas ruas, folheou alguns cordéis numa banca de revistas. Foi quando iluminou a ideia de ganhar a vida vendendo rima. Empolgado, Luiz Alves de Souza entrou em contato com a editora responsável pelas tiragens, a Luzeiro, para comercializar a ideia no interior de Pernambuco.

Num belo dia regressava o sertanejo, com um vazio no peito por ter visto seus sonhos diluídos na rotina da metrópole, mas cheio de poesia nas mãos, ansioso por um recomeço. “Nesse dia cheguei a comprar mais de seis mil versos”, reconta.

No primeiro mês, assim que chegou a Serra Talhada, vendeu mil folhetos. “Ah, naquele tempo o povo ainda gostava.” Seu arroubo empresarial deu tão certo que o levou, durante cinco anos, a viver só do comércio de rimas. Hoje, também comercia, além de literatura de cordel, CDs com cantorias de aboio. Prático, ele faz assim: pluga o pen drive num aparelho eletrônico e “pronto, toca a vida toda.”

Com tal estratégia, até diriam que o aposentado agregou valor ao folheto de cordel, conjugando música e literatura no seu carro de duas rodas. No entanto, parece sem fim a labuta de Seu Luiz, pois em sua casa ainda resiste um oceano de folhetos, que não seca desde os anos de 1980 e tudo fica bem guardado em caixas de papelão espalhadas no chão de sua sala.

A chave

Cordelista Cacique acredita que a população de Serra Talhada perdeu o gosto pela poesia. E compara com seu tempo de criança: “O povo matava um boi para ficar a noite toda comendo e escutando cordel até o amanhecer”. A explicação desse desgosto poético, segundo afirma, se encontra na ausência de incentivo à leitura. “O povo não está sendo mais educado para ler nada.”

Em 2008, a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, encomendada pelo Instituto Pró-Livro, divulgou dados sobre como os brasileiros encaram as páginas. De 172 milhões de pessoas letradas (92% da população total), 77 milhões delas foram classificadas como não-leitores. Os que se dizem leitores (95 milhões) leem 1,3 livro em 365 dias. Nos Estados Unidos, esse número sobe para 11, anualmente. Segundo a pesquisa, o que falta é a descoberta, a chave que liga subitamente o sujeito à leitura.

No caso de Cacique, essa chave girou quando criança. O menino Luiz Alves tinha largado a escola para ajudar nas despesas de casa e trabalhava como entregador de pão, quando uma das funcionárias da padaria declamou alguns versos. “Ave Maria, achei aquilo bonito demais”, sorri. E decidiu que ia aprender a ler literatura de cordel sozinho. Começou a visitar feiras e praças para ouvir poetas e cantadores declamarem histórias de amor e aventura. Primeiro, decorava cada palavra recitada, depois, cada verso, as estrofes, até construir a ligação com a palavra escrita.

Hoje, Seu Luiz Alves orgulha-se de si. É capaz de declamar vários folhetos. Tem na boca a rima da vida e um dente de prata que reluz toda vez que sorri. Quando anda, as pernas fazem dois arcos, ameaçando desistir de sustentar o corpo. Mede cerca de 1,70 metro e possui, na pele e nos olhos, a escuridão da noite. Tem o apelido Cacique, não sabe a razão. Mas adora ser chamado pelo título de mandachuva tribal. Na parede da sala, dependura imagens de santos católicos junto à foto de um bebê, três calendários e uma moldura com o desenho dele mesmo, mais jovem.

Um senhor vaidoso. Certa vez pagou cinquenta reais para virar estrela de cinema. Em 2007, o documentarista argentino Alejandro Garcia, radicado em Serra Talhada, foi contratado por Cacique para produzir o vídeo Minha Vida Passo a Passo, com mais de uma hora de duração. Nas imagens, Cacique mais conversa da vida dos outros que da sua. Hoje, entre versos e aboios, vende aquilo que deveria ser uma biografia.

Seu Luiz Alves, o Cordelista Cacique.

Muita gente nem duvida do seu tino empreendedor. Com o capital de giro do comércio áudio-literário ambulante, investiu até na padronização de um uniforme de trabalho, que lhe custou quatro reais a costura (pois a camisa já tinha). Na altura do busto, estampou “Cordelista Cacique”, que se pode ler em cor verde-limão sobre o azul-marinho da camiseta, e pôs em baixo a foto de um rapaz garboso, no melhor estilo Marlon Brando. “Sou eu com 20 anos.” Atrás da roupa, mandou grafar: “Não pretendo morrer novo /quero envelhecer também /pra sentir qual o sabor /que o pão da velhice tem”.

O folheto que mais vendeu até hoje foi O Romance do Pavão Misterioso, que já foi tema de novela e carrega polêmica em sua autoria, pois ainda não se confirma com certeza se foi escrito por José Camelo de Melo Resende ou João Melquíades Ferreira da Silva, poetas paraibanos que viveram no final do século 19. Seu Luiz nem liga para tamanha indefinição, quer mesmo é vender literatura popular, e cobra três reais pelo livreto. “Com esse aí eu quase enriquei”, brinca. Um pouco caro se comparado ao preço do mercado, que custa, em média, um real. E ele sabe disso. No entanto, na selva tecnológica, Luiz Alves de Souza tenta ser o predador, não a vítima. Garante que, mesmo intermitente, o voo do pavão ainda o mantém vivo na cadeia alimentar.

Cordel tem origem portuguesa

O folheto de cordel chegou ao Brasil com os colonizadores portugueses e chamou-se assim pelo fato de ser comercializado em barbantes ou cordões. No entanto, estudiosos no assunto afirmam que, entre a população nordestina, essa expressão literária adquiriu outro significado tanto no nome, como no sentido e na forma de venda.

No Nordeste, tornou-se filha legítima das cantorias e pelejas transmitidas oralmente, enquanto o folheto português foi fruto do surgimento da imprensa, a partir de 1450. Além disso, até meados da década de 1960, nesta região, o livreto rimado era conhecido apenas como verso, peleja ou folheto de feira. Só depois que um grupo brasileiro de pesquisadores da Fundação Casa de Rui Barbosa achou por bem canonizar o projeto literário à maneira lusitana.

A literatura de cordel significa a transposição para a forma escrita de poemas, canções, aventuras e epopeias recitadas em voz alta. É uma das expressões artísticas mais ricas de nossa literatura e símbolo da cultura popular.

fotos  Giovanni Alves Duarte

texto Giovanni Alves Duarte

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...Partilhar no Facebook