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Seja Bem-Vindo!

São várias as mãos que fazem o textaculos. Independente, ácido, subversivo e informativo. Deformamos conceitos com o intuito de mostrar coisas novas. Convido-os a fazer parte dessa organização do caos contextualizado. Com sua leitura ou escrevendo.

O paradoxo dos Gêmeos na nossa vida

O paradoxo dos Gêmeos é uma hipótese do físico francês Paul Langevim que escreveu sua ideia impossível baseada na teoria de Einstein, segundo a qual alterações de velocidade provocam alterações na percepção do tempo.

Ele racionalizou que enquanto um gêmeo fica na Terra, o outro dá uma volta pelo Universo à velocidade da luz e, ao retornar do espaço, descobre que seu irmão envelheceu mais que ele.

Na vida prática esse paradoxo também existe, pois quanto mais dinamismo tem nossa vida, mais forte é a impressão de que o tempo passa depressa. Mas nós envelhecemos menos, pois produzimos mais em um intervalo menor de tempo.

Fantástico, não ?

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A Óia faz a capa dela e a IstoÉ devolve o favor

O Serra que disse que a liberdade de imprensa precisa ser preservada conseguiu censurar a Revista do Brasil, a Dilma não pediu pra censurar Estadão, Folha e nem Óia.

A Óia faz a capa dela e a IstoÉ devolve o favor, a diferença é que o JN mostra as capas da Veja mas não mostra as da IstoÉ, chupa esquerda, mídia de direita “rulez”!

Só para comentar a capa da Veja, a Dilma nunca disse em LEGALIZAR o aborto, ela diz em DESCRIMINALIZAR, senhor Aurélio mostra a diferença para quem gosta de se fazer de desentendido. Sou contra aborto, mas Dilma é 13!

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QUEM É VOCÊ? DE ONDE VEIO? PARA ONDE VAI?

Certo jovem, incumbido na faculdade de elaborar um texto filosófico, afastou-se da correria da cidade para uma região rural, a fim de poder refletir com mais tranquilidade. Sentado embaixo de uma frondosa árvore – com aquela pose de pensador, parecendo Rodin no seu bronze – pôs-se a arrazoar sobre as três grandes indagações da Filosofia: Quem sou? De onde vim? Para onde vou?

Apesar de essas questões atravessarem milênios, alimentando a dialética dos grandes pensadores, o jovem (que fora orientado em seu curso a questionar) não se cansava de perseguir respostas, ainda que não fossem conclusivas. Ele não tinha a ambiciosa pretensão de obter respostas definitivas, mas elas aguçavam mais e mais e mais o seu senso crítico.

Após fazer alguns apontamentos acerca do que pensara, avistou no horizonte uma pessoa que rapidamente se aproximava. Era um homem com uma aparência muito simples, trajando camisa xadrez – bem desgastada- e calça de tergal. O rosto dele, sombreado pelo chapéu de palha, apresentava-se visivelmente sofrido pela ação do sol. Os seus pés descalços e uma enxada sobre o ombro direito completavam o quadro.

– Bão dia – disse o homem.

– Bom dia – respondeu o acadêmico.

Curioso, ao ver tantos livros espalhados, o trabalhador do campo perguntou ao universitário:

– O sinhô é dotô?

A pergunta soou um tanto inocente para o jovem, que respondeu, segurando-se para não dar uma gargalhada:

– Ainda não…

–Devi di sê priciso istudá muito pra modi sê doto. Nóis da roça num sabemo assiná nem o nome – insistiu o sertanejo na conversa.

O rapaz, então, resolveu fazer uma brincadeirinha:

– Para se tornar doutor basta apenas responder três perguntas: Quem é você? De onde veio? Para onde vai?

Admirado com o que acabara de ouvir, o roceiro respondeu:

– O sinhô deve di tá brincando; quem é que num sabe respundê isso? Inté os minino piqueno sabe disso. Sou Zé Cipriano, venho da roça e vo pra casa armoçá. O sinhô num sabe isso não, doto?

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Experiência, não Filosofia

Poucas pessoas estão interessadas em praticar a forma pura do zazen e insistem em estudar apenas sua filosofia. Às vezes, sinto que há qualquer coisa de blasfêmia quando vejo que as mesmas pessoas que falam que esta pratica é perfeita enquanto filosofia, não saberem o que ela é na realidade.

A prática do zazen é a prática em que retornamos nossa forma pura de viver, para além de qualquer ideia de posse, fama ou lucro. Pela prática, conservamos nossa natureza original tal qual ela é.

Não há necessidade de intelectualizar acerca do que é nossa natureza pura, original, mesmo porque está além de nosso entendimento intelectual. Não há necessidade de apreciá-la, porque está além de nossa apreciação.

Assim, devemos apenas sentar-nos, sem qualquer ideia de ganho e com a mais pura intenção, permanecendo tão tranquilos como a nossa natureza original – esta é nossa prática. Baseada na experiência e não na filosofia.

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Experiência, não Filosofia

Monges budistas no copan

É do alto dos 37 andares do edifício Copan, no centro de São Paulo, que esse grupo de monges zen-budistas busca o sossego.

“Dali de cima você tem uma vista de 360graus de prédios a perder de vista”, diz o monge Bruno Mitih, do templo Busshinji, no bairro da Liberdade. “Muita gente imagina que a meditação tem que ser feita em um lugar tranquilo. Mas, na nossa realidade, a verdadeira forma de praticar a meditação é com a cidade”, acrescenta.

O retiro perto das nuvens acontece mensalmente há dois anos. Toda terceira sexta-feira do mês o grupo sobe ao heliporto do prédio às sete e meia da manhã e fica em silêncio por ali durante uma hora e meia. Um silêncio que a cidade insiste em interromper.

Caio Ferretti (texto) Danilo Verpa (foto)

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