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Seja Bem-Vindo!

São várias as mãos que fazem o textaculos. Independente, ácido, subversivo e informativo. Deformamos conceitos com o intuito de mostrar coisas novas. Convido-os a fazer parte dessa organização do caos contextualizado. Com sua leitura ou escrevendo.

As coisas andam estranhas lá na gávea…

As coisas andam meio esquisitas lá pelo lado da gávea. É dirigente pedófilo, atacantes envolvidos com o tráfico de drogas e agora, goleiro acusado de assassinato e ocultação de cadáver. O elenco flamenguista está cada vez mais se adentrando no código penal, né?

No último sábado, o goleiro Bruno teve seu nome envolvido no sumiço de Eliza Samúdio, sua ex-namorada. Segundo suas amigas mais próximas, a estudante não faz contato com amigos ou familiares desde o dia 7. Alessandra Wilke, delegada que investiga o caso em Contagem, em Minas Gerais, disse que telefonemas anônimos denunciaram que Eliza teria sido agredida e morta no sítio de Bruno em Minas, e que o corpo teria sido escondido. Bombeiros fazem buscas no local. O goleiro e mais dois amigos são suspeitos de envolvimento no caso.

Trash, muito trash.

Jeff McFly

Livros - Submarino.com.br

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Pai bronco

Aconteceu de certa manhã numa feira do livro, um menino parar diante de uma barraca e se interessar por uma obra. Na capa havia estampado um pistoleiro se encolhendo com duas armas na mão. A capa o encantara e provavelmente por causa dessa magia o garoto chegaria ao final do livro e descobriria o prazer da leitura.

– Pai, compra esse livro pra mim!

O pai, bronco que era, olhou em volta e localizou a barraca de churrasquinho.  Começou a babar e a movimentar a língua ligeiramente nos lábios. Aparentemente, antevendo o gosto da carne que aparecia na sua frente.

– Não seja bobo meu filho, com esse dinheiro, o melhor é a gente encher a barriga naquela barraca.

Quer dizer, o menino teve a inspiração do livro, o pai tosco a de encher a barriga. Até admito que ele não fez isso por ser mau, mas por ser bronco mesmo. E isso acontece todos os dias na vida de muitos filhos que são educados pelos “silenciosos” valores dos pais toscos e irresponsáveis.

Pobres crianças, quando são inspiradas para o ser, são levadas ao comer, ao encher a barriga. O único prazer que o pai rude mais conhece. O que era para ser uma bem-aventurança para o pai, essa fome de ler do filho, a única coisa que passava pela sua cabeça era o espetinho de carne…

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Lost e Edgar Allan Poe resolveram os enigmas, mas o mistério persiste

Que Edgar Allan Poe é o mestre do mistério, o leitor que não gosta de ler daqui do textaculos já sabe. O que nem todos sabem é da existência de duas mensagens criptografadas deixadas por ele para que seus leitores pudessem decifrar após sua morte.

Em 1839, o escritor desafiou os leitores da revista Alexander´s Weekly Messenger a submeter-lhe criptogramas, assegurando que podia resolver todos. O desafio terminou em um ano e meio, quando Poe revelou a solução para cerca de 100 mensagens. Ficaram só duas, enviadas por um tal W. B. Tyler, que muitos sugerem ser o próprio Poe.

O canadense Gil Broza leu um livro sobre essas mensagens e resolveu decifrar a segunda- a primeira já havia sido decodificada em 92 por um outro acadêmico, Terence Whalen.

Pressupondo que o texto estava na estrutura normal de língua inglesa, a distribuição do tamanho das palavras indicava um inglês antigo. Várias palavras eram repetidas, com pequenas modificações. Broza achou que o método era o de simples substituição polialfabética. “As repetições também podem ocorrer em métodos convencionais, mas o fato das distâncias entre as repetições não terem um denominador comum era o que mais aparecia no método de criptografia usado.”

Não deu outra: após descobrir coisas como o uso de 14 letras diferentes para “e” e apenas duas para “z”, broza jogou tudo num micro, atribuindo diversos valores para cada letra. O texto, com os erros corrigidos, surgiu como o começo de um conto inacabado.

Qual a intenção de Tyler com o enigma? Seria ele um alter-ego de Poe? As mensagens estão decodificadas, mas assim como Lost o mistério continua.

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Com o Fim de Lost, até eu vou fazer o mesmo.

Em 22 de setembro de 2004 começou, na qual seria logo depois uma das mais aclamadas series da ABC. Não foi Marenghi de Darkplace Garth, mas a serie Lost que despontou no mesmo período. Isso ocorreu numa época em que desastres aéreos estavam em alta e a tentativa de sobreviver em meios hostis eram badalados em filmes e outras publicações como o programa “Survivor” de  Mark Burnett que deu origem ao No Limite da rede Globo.

Acrescentaram na receita do seriado uma pitada de experiências malucas, viagens no tempo, violência, traição e até apelaram pra magia. Então a serie seguiu envolvendo todo mundo. E por todo mundo digo incluindo eu mesmo.

Só que, no entanto, eu só acompanhei com maior atenção a partir do quarto episódio. Quando vi Locke persistindo no seu desejo de fazer sua viagem tipo safári, aí quando a câmera se aproxima de sua cadeira de rodas, fica claro por que o guia não quer deixar que seu sonho se realizasse. Achei essa tomada inteligentíssima. Tão inteligente que resolvi dar uma chance ao seriado e acompanha-lo com mais atenção. Não houve arrependimento. Até seu termino em 23 de maio de 2010.

Lost é um seriado muito inteligente e a forma como relatam sobre a questão das viagens no tempo é o que me deixa boquiaberto por causa da originalidade. E para quem parou de gostar da trama a única explicação é que se perderam e não tiveram cabeça suficiente para catarem o que os personagens e os escritores deixaram soltos propositalmente.

Sendo assim, sem ofensas, vão assistir, eu, a patroa e as crianças que não requer cérebro, apenas boca pra rir.

Com o Fim de Lost, até eu vou fazer o mesmo.

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A Menina que Roubava Livros

Existem nichos históricos e temáticos da ficção que todos poderiam dizer que já foram mais do que explorados. Épicos medievais com dragões e magos não sobrevivem se não forem especialmente geniais ou clássicos do gênero, e acredito que Dan Brown já gastou até demais suas aventuras turísticas com um mistério como pano de fundo.

A Segunda Guerra mundial é um prato cheio para todo tipo de história real ou não, sejam dramas focados naquela que provavelmente é a maior tragédia da humanidade(falo do Holocausto, obviamente), visões da história sob diferentes pontos de vista, simples histórias de guerra ou mesmo apenas ambientação para algo completamente diferente, como o recente Bastardos Inglórios de Tarantino, que é pura ficção mas não menos impressionante.

E, no meio deste cenário que muitos dirão que já estava gasto antes do final do século XX chegar, A Menina que Roubava Livros de Markus Suzak foi uma obra que tocou meu coração com muita vontade.

O livro conta a história de vida de uma menina alemã que foi posta em um orfanato pela mãe e adotada por um casal, e daí a história segue contando sua trajetória, das pessoas que conheceu e como passou a adorar livros – a ponto, como o título indica, de roubá-los. E talvez o que há de mais interessante no livro é seu narrador: a própria Morte.

Em sua condição de ser imortal, o narrador retorna e adianta o tempo variadas vezes, e faz divagações em sua própria narrativa. Enfim, existe um sabor todo especial da escolha do narrador – que, a despeito de sua função, realmente se importa com a humanidade – e a história em si já é linda. Definitivamente saborosa.

Neste pano de fundo da expansão nazista pela alemanha e pela europa, assim como a reunião e eventual extermínio dos judeus nos campos de concentração, Liesel Meminger vive intensas relações com os Hubermann, sua família adotiva; Rudy Steiner, amigo na infância e mais tarde um romance velado; a mulher do prefeito; e, talvez o personagem que mais me cativou durante a história toda – embora seja um arquétipo previsível no cenário da história –, o lutador judeu Max, que em seu esconderijo chega a ter sonhos delirantes de lutar contra o próprio Hitler(que não é, a bem dizer, uma luta justa). Personagens intensos, bem escritos, cujas histórias com certeza também tocarão o leitor.

Não tenho muito mais a dizer a partir daqui. É um livro suave, com a quantidade certa de drama e que certamente não explora tanto seu cenário, o que é bom. O avanço do terror da guerra sobre o enredo é sutil e não cansa nem fica no caminho da história, pelo contrário, se funde a ela com perfeição. E, como disse antes, a história é linda, tocante e deliciosa, ótima para se apreciar a qualquer momento. Realmente, um livro de cabeceira.

Enfim, é um ótimo livro e eu o recomendo. Creio que ninguém vai se arrepender.

Korso Asclepius é crítico, blogueiro, artista e pelo visto perdeu até as proparoxítonas de tanta emoção.

Korso Asclepius

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