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Seja Bem-Vindo!

São várias as mãos que fazem o textaculos. Independente, ácido, subversivo e informativo. Deformamos conceitos com o intuito de mostrar coisas novas. Convido-os a fazer parte dessa organização do caos contextualizado. Com sua leitura ou escrevendo.

Experiência, não Filosofia

Monges budistas no copan

É do alto dos 37 andares do edifício Copan, no centro de São Paulo, que esse grupo de monges zen-budistas busca o sossego.

“Dali de cima você tem uma vista de 360graus de prédios a perder de vista”, diz o monge Bruno Mitih, do templo Busshinji, no bairro da Liberdade. “Muita gente imagina que a meditação tem que ser feita em um lugar tranquilo. Mas, na nossa realidade, a verdadeira forma de praticar a meditação é com a cidade”, acrescenta.

O retiro perto das nuvens acontece mensalmente há dois anos. Toda terceira sexta-feira do mês o grupo sobe ao heliporto do prédio às sete e meia da manhã e fica em silêncio por ali durante uma hora e meia. Um silêncio que a cidade insiste em interromper.

Caio Ferretti (texto) Danilo Verpa (foto)

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As coisas andam estranhas lá na gávea…

As coisas andam meio esquisitas lá pelo lado da gávea. É dirigente pedófilo, atacantes envolvidos com o tráfico de drogas e agora, goleiro acusado de assassinato e ocultação de cadáver. O elenco flamenguista está cada vez mais se adentrando no código penal, né?

No último sábado, o goleiro Bruno teve seu nome envolvido no sumiço de Eliza Samúdio, sua ex-namorada. Segundo suas amigas mais próximas, a estudante não faz contato com amigos ou familiares desde o dia 7. Alessandra Wilke, delegada que investiga o caso em Contagem, em Minas Gerais, disse que telefonemas anônimos denunciaram que Eliza teria sido agredida e morta no sítio de Bruno em Minas, e que o corpo teria sido escondido. Bombeiros fazem buscas no local. O goleiro e mais dois amigos são suspeitos de envolvimento no caso.

Trash, muito trash.

Jeff McFly

Livros - Submarino.com.br

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Pai bronco

Aconteceu de certa manhã numa feira do livro, um menino parar diante de uma barraca e se interessar por uma obra. Na capa havia estampado um pistoleiro se encolhendo com duas armas na mão. A capa o encantara e provavelmente por causa dessa magia o garoto chegaria ao final do livro e descobriria o prazer da leitura.

– Pai, compra esse livro pra mim!

O pai, bronco que era, olhou em volta e localizou a barraca de churrasquinho.  Começou a babar e a movimentar a língua ligeiramente nos lábios. Aparentemente, antevendo o gosto da carne que aparecia na sua frente.

– Não seja bobo meu filho, com esse dinheiro, o melhor é a gente encher a barriga naquela barraca.

Quer dizer, o menino teve a inspiração do livro, o pai tosco a de encher a barriga. Até admito que ele não fez isso por ser mau, mas por ser bronco mesmo. E isso acontece todos os dias na vida de muitos filhos que são educados pelos “silenciosos” valores dos pais toscos e irresponsáveis.

Pobres crianças, quando são inspiradas para o ser, são levadas ao comer, ao encher a barriga. O único prazer que o pai rude mais conhece. O que era para ser uma bem-aventurança para o pai, essa fome de ler do filho, a única coisa que passava pela sua cabeça era o espetinho de carne…

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Lost e Edgar Allan Poe resolveram os enigmas, mas o mistério persiste

Que Edgar Allan Poe é o mestre do mistério, o leitor que não gosta de ler daqui do textaculos já sabe. O que nem todos sabem é da existência de duas mensagens criptografadas deixadas por ele para que seus leitores pudessem decifrar após sua morte.

Em 1839, o escritor desafiou os leitores da revista Alexander´s Weekly Messenger a submeter-lhe criptogramas, assegurando que podia resolver todos. O desafio terminou em um ano e meio, quando Poe revelou a solução para cerca de 100 mensagens. Ficaram só duas, enviadas por um tal W. B. Tyler, que muitos sugerem ser o próprio Poe.

O canadense Gil Broza leu um livro sobre essas mensagens e resolveu decifrar a segunda- a primeira já havia sido decodificada em 92 por um outro acadêmico, Terence Whalen.

Pressupondo que o texto estava na estrutura normal de língua inglesa, a distribuição do tamanho das palavras indicava um inglês antigo. Várias palavras eram repetidas, com pequenas modificações. Broza achou que o método era o de simples substituição polialfabética. “As repetições também podem ocorrer em métodos convencionais, mas o fato das distâncias entre as repetições não terem um denominador comum era o que mais aparecia no método de criptografia usado.”

Não deu outra: após descobrir coisas como o uso de 14 letras diferentes para “e” e apenas duas para “z”, broza jogou tudo num micro, atribuindo diversos valores para cada letra. O texto, com os erros corrigidos, surgiu como o começo de um conto inacabado.

Qual a intenção de Tyler com o enigma? Seria ele um alter-ego de Poe? As mensagens estão decodificadas, mas assim como Lost o mistério continua.

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Com o Fim de Lost, até eu vou fazer o mesmo.

Em 22 de setembro de 2004 começou, na qual seria logo depois uma das mais aclamadas series da ABC. Não foi Marenghi de Darkplace Garth, mas a serie Lost que despontou no mesmo período. Isso ocorreu numa época em que desastres aéreos estavam em alta e a tentativa de sobreviver em meios hostis eram badalados em filmes e outras publicações como o programa “Survivor” de  Mark Burnett que deu origem ao No Limite da rede Globo.

Acrescentaram na receita do seriado uma pitada de experiências malucas, viagens no tempo, violência, traição e até apelaram pra magia. Então a serie seguiu envolvendo todo mundo. E por todo mundo digo incluindo eu mesmo.

Só que, no entanto, eu só acompanhei com maior atenção a partir do quarto episódio. Quando vi Locke persistindo no seu desejo de fazer sua viagem tipo safári, aí quando a câmera se aproxima de sua cadeira de rodas, fica claro por que o guia não quer deixar que seu sonho se realizasse. Achei essa tomada inteligentíssima. Tão inteligente que resolvi dar uma chance ao seriado e acompanha-lo com mais atenção. Não houve arrependimento. Até seu termino em 23 de maio de 2010.

Lost é um seriado muito inteligente e a forma como relatam sobre a questão das viagens no tempo é o que me deixa boquiaberto por causa da originalidade. E para quem parou de gostar da trama a única explicação é que se perderam e não tiveram cabeça suficiente para catarem o que os personagens e os escritores deixaram soltos propositalmente.

Sendo assim, sem ofensas, vão assistir, eu, a patroa e as crianças que não requer cérebro, apenas boca pra rir.

Com o Fim de Lost, até eu vou fazer o mesmo.

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